Tendências em Big Data marcam uma nova era tecnológica

Tendências em Big Data marcam uma nova era tecnológica
Analytics, IA, IOT, Assistentes Virtuais, Big Data, etc: acompanhe as tendências que estão ditando as direções da Transformação Digital

Os executivos devem estar se perguntando quais são as tendências de mercado iminentes para 2018 que necessitam de investimento em transformação digital desde já. Flávio Bolieiro, vice-presidente América Latina da MicroStrategy, tranquiliza as empresas observando que o mercado de Tecnologia da Informação é bastante inventivo em siglas. Há alguns anos falava-se em DSS e IS; depois, em DW (Datawarehouse); em seguida, em BI (Business Intelligence); e agora, em Big Data.

Não há BI sem Big Data

Em sua avaliação, BI e Big Data são complementares. O Big Data é o armazenamento das informações de diversas fontes e o BI é o que vai acessar esses dados e traduzir para o usuário tomar uma decisão. Cada vez mais, fala-se em inteligência dentro das empresas. Cada vez mais são criadas ferramentas para capturar os mais diversos dados possíveis e é preciso analisar todas as informações de uma forma ou de outra.

“Uma tendência forte é a Internet das Coisas (IoT), que permitirá capturar informação e agilizar tudo. Na minha casa, tenho uma tomada inteligente ligada na internet, que posso acionar pelo meu celular ou mesmo do meu escritório. Essa é uma tendência que vai transformar a maneira como a gente vive hoje. Mais do que o que vem com os dispositivos móveis, a IoT vai permitir capturar informação de quase tudo: perfil de consumo dos clientes, perfil de utilização dos produtos pelos clientes”, elenca Bolieiro.

Grandes evoluções exigem tecnologia à altura…

Ele ressalta que, junto com esse novo universo, vamos gerar uma base grande de informação que precisará ser analisada, o que poderá demandar muito tempo ou uma inteligência dedicada. O que leva à uma outra grande tendência de mercado, que é a Inteligência Artificial (IA).

“Da mesma forma que IoT vai enriquecer ainda mais o Big Data, a Inteligência Artificial vai enriquecer o BI, ou analytics, que vai analisar uma grande base de informação para gerar insights . A IA vai aprender com certas decisões tomadas no passado e poderá sugerir novas coisas”, explica Bolieiro.

Tendências em Big Data marcam uma nova era tecnológica

Mais informações sobre Big Data:

A adoção dessas tecnologias emergentes depende do grau de maturidade de cada empresa. O executivo estima que no caso de IoT, essa tecnologia deve se materializar em 2018 e é recomendável preparar-se para investir desde já.

No caso de Inteligência artificial e machine learning, ainda há um grau de maturidade a ser atingido. Essas tecnologias não estão desenvolvidas suficientemente para se fazer um investimento agora ou em 2018, mas é algo que já deve começar a ser estudado para o início de 2019.

“Assistentes virtuais — a exemplo do Google Home e da Alexa — são outra tendência que vejo forte para 2018. Hoje, já é possível fazer consulta analítica por voz perguntando para seu produto MicroStrategy pesquisar em sua base de big data, por exemplo, quais os dez melhores clientes por região ou os dez produtos mais vendidos por região. Já temos integração com o Google Home e a Alexa”, diz Bolieiro.

Entre as aplicações de IoT que vão se consolidar no ambiente corporativo, estão aquelas que ajudam a reduzir o consumo de energia, com sensores que identificam se há alguém no ambiente para desligar a luz. Na segurança pública, o IoT pode ajudar a identificar carros roubados. Na manufatura, dispositivos podem ser usados na linha de produção.

… e estrutura para acompanhar as tendências do mercado.

“Um dos desafios é a padronização, que será resolvida pelo mercado. Estamos muito no começo e temos vários tipos de soluções e utilizações. A medida em que as coisas forem ganhando maturidade, o mercado, por si só, definirá um padrão ou padrões interoperáveis”, observa Bolieiro.

Outros desafios são a capacitação da mão de obra e a formação do profissional do futuro, que domine essas tecnologias emergentes. Fala-se que o profissional do futuro deve ter perfil multidisciplinar e novas habilidades. O executivo diz que, no cenário mundial, os investimentos em educação — não só das empresas, mas também de terceiros — são maiores que por aqui.

No Brasil, vivemos uma situação atípica, com a crise política e institucional. Mas a economia está se recuperando. Há dificuldades no mercado nacional de encontrar gente mais especializada, mas a criatividade do brasileiro deve compensar isso.

“Vemos hoje muita gente sendo formada com bastante criatividade e vontade de aprender essas tecnologias. É mais difícil do que no exterior, mas é uma grande oportunidade também. Conversando com investidores internacionais, eles elogiam bastante a criatividade do brasileiro. A ideia é investir nessa criatividade e dar oportunidade para ela ser melhor aproveitada financeiramente. Mas é difícil, os investimentos no Brasil em novas tecnologias ainda são restritos a grandes instituições financeiras, que dependem muito disso e têm recursos, embora devessem ser disseminados por outras empresas”, lamenta Bolieiro.

O importante é começar enxergando o todo o panorama

Para 2018, ele recomenda que as empresas comecem a estudar as novas tecnologias e de que forma elas podem ajudar no seu negócio. As organizações podem até criar seus laboratórios ou sua garagem de inovação para testar as novas tecnologias, mas isso não é o mais importante.

Tendências em Big Data marcam uma nova era tecnológica

Não adianta investir na tecnologia da moda, se o projeto não estiver conectado com as necessidades da empresa. Ele aconselha que as empresas tenham um olho na tecnologia — principalmente as emergentes — e outro em como elas podem ajudar no dia a dia de operações da companhia.

“Muitas vezes, os responsáveis pela TI compram tecnologia por si só. Se eles conseguirem mostrar o retorno financeiro, vão conseguir investir mais. É preciso conhecer o que é IoT, analytics, Inteligência Artificial, saber como e quando vai usar, mas isso tem de estar atrelado ao negócio. É preciso ter a responsabilidade de mostrar para a empresa quais são os retornos financeiros. E não simplesmente comprar por comprar”, conclui.


Tendências em Big Data marcam uma nova era tecnológica
Tendências em Big Data marcam uma nova era tecnológica